No post de hoje você vai saber por que ser voluntário pode mudar não só a pessoa que você ajuda, mas sobretudo a sua própria vida.
Índice
Existe um momento que muitos de nossos voluntários descrevem de forma muito parecida, independentemente de onde eles estão ou do que fazem.
É quando estão no meio de uma ação, como por exemplo entregando uma cesta, conversando com uma criança, montando as atividades, e de repente percebem que não é só a outra pessoa que está sendo transformada aqui.
Esse momento de clareza, quase espiritual, é o coração do voluntariado que se enche de alegria. E é também o que ninguém te conta quando você ainda está do lado de fora, olhando de longe e pensando “será que eu tenho tempo pra isso?”.
O voluntário não é herói. É gente.
Há um equívoco muito comum que é a ideia de que quem faz esse tipo de trabalho é uma pessoa extraordinária, com bondade fora do comum, paciência infinita e generosidade que beira o sobre-humano. E a verdade é que Não é assim.
Os voluntários do Gotas de Orvalho são professores, estudantes, donas de casa, profissionais de saúde, aposentados, jovens de 18 anos e pessoas de +60.
São gente como a gente, que acorda cedo no domingo, toma o café às pressas e chega carregando sacos de doações e enercia com um sorriso no rosto.
São pessoas com vida corrida, contas para pagar, problemas para resolver, e que mesmo assim escolheram estar ali.
Não são heróis. São humanos. E é exatamente isso que torna o voluntariado tão poderoso. Por que é uma atividade que não exige que você seja perfeito. Exige apenas que você apareça.
O que a ciência diz sobre fazer o bem
Não é só uma sensação agradável. A ciência há muito tempo investiga os efeitos do voluntariado sobre a saúde mental e física de quem o pratica, e os resultados são consistentemente positivos.
Uma revisão sistemática publicada na Revista Científica da Faculdade de Medicina de Campos (FMC), analisou 18 artigos publicados entre 2015 e 2020 e concluiu que existe uma relação positiva entre voluntariado e saúde, inclusive citando que está de certa forma associada à com diminuição de fatores de risco para doenças cardiovasculares, redução do risco de mortalidade e melhorias no bem-estar psicológico e social.
Percebemos na convivência com nossos voluntários eu a medida em que se dedicam ao voluntariado, desenvolvem um maior senso de propósito. Isso é uma prova viva que voluntariado não é só bom para quem recebe. Ele é bom, comprovadamente, para quem doa.
“Eu não tenho tempo” — e outras histórias que contamos para nós mesmos
A objeção mais comum que ouvimos é a falta de tempo. E claro, entendemos. A vida moderna é exigente, as horas são poucas e as demandas são muitas.
Mas há algo importante a considerar, que a maioria das pessoas que hoje são voluntárias do Gotas de Orvalho, chegou até nós dizendo exatamente isso. “Eu adoraria ajudar, mas minha agenda é impossível.” Ou “meu sonho é poder fazer parte de um projeto como o do Gotas, mas eu tenho emprego, família para cuidar e não consigo me comprometer”.
A ainda assim, eles se tornaram voluntários.
O que mudou não foi a agenda. O que mudou foi a percepção.
Quando você decide que algo é prioridade, ele cabe na vida. Não porque o dia ganhou mais horas, mas porque você reorganizou o que importa. E muitos dos nossos voluntários relatam que as horas dedicadas ao projeto são, paradoxalmente, as que mais os energizam durante a semana, trabalham com alegria e não as que os esgotam.
Um domingo por mês. Um sábado em um evento beneficente. Uma noite separando doações a cada mês. Às vezes menos do que isso. O impacto não é proporcional à quantidade de horas. É proporcional à intenção com que você aparece.
O que você vai encontrar quando chegar ao Gotas de Orvalho
Quando você chega a uma ação do Gotas de Orvalho, o que mais chama atenção é a energia do lugar. Tem gente conversando, rindo, carregando caixas. Tem criança correndo. Tem voluntário de primeira viagem com aquela mistura de ansiedade e animação no olhar. Tem voluntário veterano que já conhece cada família pelo nome.
É uma comunidade de amor que atua para uma comunidade que precisa de ajuda.
As famílias que chegam para receber os alimentos não vêm apenas buscar uma cesta básica. Elas vêm porque sabem que serão recebidas com respeito, com olho no olho, com um “como você está?” dito com genuíno interesse. E os voluntários sabem que vão embora mais leves do que chegaram, mesmo tendo doado o seu tempo e o seu trabalho.
Histórias que ficam
Tem a história da criança que recebeu seu primeiro par de tênis novo na vida e não queria tirar nem para dormir. Tem a senhora de 78 anos que chora toda vez que recebe a cesta porque diz que se sente lembrada. Tem o adolescente que começou a participar das atividades como beneficiário e hoje conquistou espaço no mercado de trabalho.
Cada uma dessas histórias é ao mesmo tempo humilde e enorme. Humilde porque acontece em silêncio. Enorme porque muda trajetórias de vida.
Voluntariar é um ato coragem
Num sentido profundo e verdadeiro, escolher ser voluntário é também um ato de coragem. É dizer que você se recusa a ser indiferente e está disposto para sair da zona de conforto. Que você não aceita que a realidade de quem nasceu em circunstâncias mais difíceis seja ignorada e tem a coragem de fazer algo diferente.
Trata-se de uma postura diante do mundo, a de que todo ser humano merece dignidade, atenção e cuidado, independentemente de onde nasceu, de quanto ganha ou de quem conhece.
Quando você entrega uma cesta básica, você está dizendo que essa família importa. Quando você se senta no chão com uma criança e faz uma atividade com ela, você está dizendo, que ela tem valor. Isso é um ato de coragem no melhor sentido da palavra.
Como dar o primeiro passo
Se você chegou até aqui, uma parte de você já quer. Talvez esteja esperando o momento certo, a semana menos corrida, o sinal de que está pronto.
Aqui está o sinal , as palavras de nossa equipe “não existe momento perfeito. Existe a melhor decisão”.
O Gotas de Orvalho tem ações regulares e a porta está sempre aberta. Você não precisa de experiência prévia, habilidade especial ou disponibilidade ilimitada. Precisa somente de boa vontade.A primeira gota é a mais importante. As outras vêm naturalmente.
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